segunda-feira, 15 de setembro de 2014

'Malfeitos' podem existir diz Dilma

A presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, afirmou nesta segunda-feira (15), no Rio de Janeiro, que qualquer empresa "pode ter pessoas que façam malfeitos". A declaração foi dada depois de ela ter sido questionada sobre denúncias que envolvem a Petrobras.

Em depoimentos à Polícia Federal, o ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa teria afirmado, segundo a revista "Veja", que recursos de contratos da empresa foram usados para pagar propina a políticos.

Nesta segunda-feira, a candidata do PSB, a ex-senadora Marina Silva, afirmou que o PT tem de se desculpa pelos malfeitos na Petrobras. Na semana passada, ela disse que o partido colocou um diretor na estatal [Costa] para assaltar  os cofres da empresa.

"Em qualquer empresa você pode ter pessoas que façam malfeitos. Você tem que investigar Tudo foi investigado pela Polícia Federal, que é ligada ao governo federal através do Ministério da Justiça. Sempre demos extrema liberdade para a Polícia Federal. Não indicamos um engavetador-geral da República [para a Procuradoria-Geral da República]. Nunca engavetamos um processo", disse Dilma.

A presidente disse lamentar as declarações da candidata Marina Silva (PSB) de que o governo colocou gente para "assaltar" os cofres da Petrobras.
Sobre reforma política, Dilma disse que a tem que ser feita com participação popular.

"A reforma política não é possível sem a participação popular. Não faremos reforma política sem isso. Não consegui passar a reforma política. Não sou a favor, por exemplo, se a reforma for para tirar a participação do povo. Tem gente querendo que o povo vote de cinco em cinco anos. Precisamos discutir partidos na reforma política. Não existe democracia sem partido político. [...] Eu acredito em partidos, têm que ser reformados. Mas precisamos rever o número", afirmou a presidente.

Durante o evento, Dilma também criticou a proposta apresentada por seus adversários de reduzir o número de ministério, que hoje somam 39. "Eu acho um verdadeiro escândalo querer acabar [com ministérios]. Eu criei dois ministérios. O da Aviação Civil, que saiu de 33 milhões de passageiros ano em 2003 para 111 milhões em 2013. Então aumento de aeroporto no Brasil é uma exigência dessa inclusão social", declarou.
Fonte:Jornal:Zero Hora

Por Blog do Venas
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